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A Garota Sem Nome

A Garota Sem Nome

1995

“Pare o carro, John. Quero sair!”

Ao ouvir as palavras da minha mãe, meu pai olhou de relance pelo espelho retrovisor e parou no acostamento sem dizer uma palavra. Era como se tivessem um acordo secreto, embora ninguém soubesse o que ela pretendia fazer. O sol estava se retirando pouco a pouco do céu, o anoitecer se aproximava e a tranquila paisagem campestre de Yorkshire, onde paramos, estava emoldurada por sebes escuras. Elas eram altas, como uma dominante barreira do exército, e protegiam os quilômetros de espaço aberto além delas.

Minha mãe saiu do carro animadamente, pulou a cerca e desapareceu de nossas vistas. Minha imaginação jovem e fértil encheu-se de possibilidades. O que estava acontecendo? Meus olhos mantinham-se fixos nos arbustos densos enquanto eu esperava ansiosamente seu retorno. Depois de algum tempo, vi um lampejo de cabelos negros desarrumados. Mamãe pulou a cerca de volta, com cuidado, segurando algo nas mãos. Observei seus pés pequenos enquanto oscilavam sobre a cerca antes que ela saltasse com agilidade de volta para o acostamento.

Continua.........




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